FAB projeta produção de drones nacionais para reduzir dependência externa e fortalecer a soberania tecnológica

A Força Aérea Brasileira (FAB) está a articular uma estratégia de longo prazo focada no desenvolvimento e na produção nacional de aeronaves não tripuladas (drones). O principal objetivo da iniciativa militar é mitigar a forte dependência que o país possui de tecnologias, componentes e sistemas de defesa importados, garantindo maior autonomia estratégica e blindando o […]

25 de junho de 2026

A Força Aérea Brasileira (FAB) está a articular uma estratégia de longo prazo focada no desenvolvimento e na produção nacional de aeronaves não tripuladas (drones). O principal objetivo da iniciativa militar é mitigar a forte dependência que o país possui de tecnologias, componentes e sistemas de defesa importados, garantindo maior autonomia estratégica e blindando o setor militar de potenciais embargos ou flutuações geopolíticas internacionais.

Atualmente, o emprego de drones em missões de vigilância de fronteiras, patrulhamento marítimo, reconhecimento tático e apoio a operações humanitárias é considerado uma prioridade para a defesa nacional. Para viabilizar a transição em direção à autossuficiência, a FAB busca fomentar parcerias com indústrias nacionais de defesa, institutos de tecnologia e universidades brasileiras. Essa rede de colaboração visa estruturar um ecossistema de inovação capaz de criar desde a fuselagem até os sistemas de software de navegação e inteligência embarcados.

Além do fortalecimento da soberania militar, o incentivo à fabricação de drones em solo brasileiro traz benefícios diretos para a economia nacional. A expectativa é que o projeto impulsione a Base Industrial de Defesa (BID), gerando empregos de alta qualificação e promovendo a exportação de tecnologia para outros mercados da América Latina e do mundo. O plano insere-se num movimento global em que as forças armadas reestruturam as suas cadeias de suprimentos para proteger a infraestrutura crítica e os dados sensíveis de segurança.

Fonte: Revista Oeste




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