A Meta anunciou o lançamento de dois novos modelos de óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban, voltados especialmente para usuários que utilizam lentes com grau. A novidade marca um avanço estratégico da empresa para ampliar a adoção de dispositivos vestíveis com inteligência artificial.
Os modelos, chamados de Ray-Ban Meta Blayzer Optics e Ray-Ban Meta Scriber Optics, foram projetados para atender pessoas com necessidades de correção visual, superando uma das principais barreiras de entrada desse tipo de tecnologia.
Óculos inteligentes com grau e foco em conforto
Os novos dispositivos chegam com design adaptável, incluindo hastes ajustáveis, plaquetas de nariz intercambiáveis e estruturas mais flexíveis, permitindo maior conforto no uso prolongado. Além disso, os óculos são compatíveis com uma ampla faixa de prescrições oftalmológicas, o que amplia seu alcance entre consumidores.
Os modelos estarão disponíveis inicialmente nos Estados Unidos, com preço a partir de US$ 499 e previsão de início das vendas em abril de 2026.
Estratégia da Meta para popularizar wearables com IA
O lançamento reforça a estratégia da Meta de integrar inteligência artificial ao cotidiano por meio de dispositivos vestíveis. A empresa tem investido na evolução dos óculos inteligentes como alternativa ao uso de smartphones, incorporando recursos como assistente virtual, captura de imagens e interação por voz.
A iniciativa também acompanha o crescimento do mercado global de smart glasses, no qual a Meta já possui posição de destaque, impulsionada por parcerias com fabricantes tradicionais do setor óptico.
Mercado de óculos inteligentes segue em expansão
A nova linha se soma a outros modelos já lançados pela empresa, como o Ray-Ban Meta Gen 2, que combina funcionalidades como gravação de vídeo, áudio integrado e assistente com IA.
Especialistas apontam que a adaptação para lentes corretivas pode acelerar a adoção desses dispositivos, tornando-os mais funcionais no uso diário e não apenas gadgets tecnológicos.
Além da Meta, empresas como Google e outras gigantes do setor também avançam no desenvolvimento de soluções semelhantes, indicando uma disputa crescente pelo futuro da computação vestível.
Fonte: Reuters

