OpenAI Codex é utilizado para criar novos algoritmos e simular a física complexa de buracos negros

O astrofísico Chi-kwan Chan está a utilizar o OpenAI Codex, uma inteligência artificial avançada focada na geração de código, para simular a física extrema de buracos negros. O objetivo da investigação é otimizar cálculos matemáticos e de programação que, em moldes tradicionais, exigiriam décadas de trabalho manual por parte dos cientistas. A ferramenta funciona como […]

13 de julho de 2026

O astrofísico Chi-kwan Chan está a utilizar o OpenAI Codex, uma inteligência artificial avançada focada na geração de código, para simular a física extrema de buracos negros. O objetivo da investigação é otimizar cálculos matemáticos e de programação que, em moldes tradicionais, exigiriam décadas de trabalho manual por parte dos cientistas. A ferramenta funciona como um copiloto de programação, traduzindo conceitos teóricos complexos em linhas de código funcionais.

Ao solicitar o suporte da inteligência artificial, o cientista conseguiu encontrar e refinar, em questão de minutos, algoritmos legíveis e matematicamente auditáveis. Estes modelos computacionais são capazes de recriar as dinâmicas de fluidos e plasma que orbitam ao redor do horizonte de eventos — a fronteira de onde nada, nem mesmo a luz, consegue escapar da gravidade de um buraco negro. A clareza do código gerado permite que os físicos verifiquem cada passo da equação para garantir a precisão científica.

Embora o sistema de IA gere frequentemente múltiplas hipóteses de código que falham durante o processo, os investigadores encaram isso como parte natural da lógica da investigação científica. O grande trunfo do Codex não é a infalibilidade, mas sim a velocidade: a ferramenta acelera drasticamente o descarte de ideias ineficazes e abordagens matemáticas erradas, poupando anos de tentativas frustradas nos supercomputadores.

Com esta colaboração pioneira entre a inteligência artificial e a astrofísica, a comunidade científica consegue otimizar e testar modelos teóricos num ritmo sem precedentes. No futuro prático, estes algoritmos serão vitais para processar e compreender o volume massivo de dados e imagens reais recolhidos por radiotelescópios globais, transformando cálculos astronómicos que demorariam mil anos a ser estruturados em processos realizáveis em poucas semanas.

Fonte: CNN Brasil




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