
Terra registrada na Apollo XI; Terra fotografada durante Artemis II — Foto: Reprodução/NASA
Desde o início da missão Artemis II, muitas pessoas questionaram a ausência de estrelas nas fotografias enviadas pelos astronautas, onde a Terra e a Lua aparecem cercadas por um vazio negro. Embora o espaço esteja repleto de estrelas, o fenômeno de elas “sumirem” nas fotos não é um erro ou montagem, mas sim uma consequência técnica da fotografia em ambientes de alto contraste.
A dinâmica da luz no espaço
O principal motivo é o tempo de exposição da câmera. A Terra e a Lua refletem uma quantidade enorme de luz solar, tornando-se objetos extremamente brilhantes no visor. Para capturar esses astros com nitidez, sem que fiquem parecendo apenas borrões brancos e “estourados”, os astronautas precisam configurar as câmeras para captar pouca luz (exposição curta). Como as estrelas são muito distantes e seu brilho é suave, essa configuração acaba sendo insuficiente para registrá-las, resultando em um fundo totalmente escuro.
Olho humano vs. Lentes fotográficas
É importante notar que os astronautas a bordo da cápsula Orion conseguem ver as estrelas a olho nu quando não estão olhando diretamente para a parte iluminada da Lua ou da Terra. No entanto, replicar o que o olho humano vê em uma única fotografia é um desafio tecnológico. Se a câmera fosse ajustada para captar o brilho fraco das estrelas, a Terra e a Lua ficariam tão brilhantes na imagem que todos os seus detalhes de superfície seriam perdidos.
Fonte: G1

