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OpenAI defende criação de órgão global para regular inteligência artificial sob liderança dos EUA

A OpenAI propôs formalmente a criação de um organismo internacional dedicado à governança da inteligência artificial (IA), sugerindo um modelo de supervisão semelhante ao da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). Segundo a proposta, esta nova entidade teria como missão monitorizar o desenvolvimento de sistemas de IA altamente avançados, garantindo que a tecnologia seja utilizada […]

20 de maio de 2026

A OpenAI propôs formalmente a criação de um organismo internacional dedicado à governança da inteligência artificial (IA), sugerindo um modelo de supervisão semelhante ao da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). Segundo a proposta, esta nova entidade teria como missão monitorizar o desenvolvimento de sistemas de IA altamente avançados, garantindo que a tecnologia seja utilizada de forma segura e ética em escala global. No entanto, o ponto central que tem gerado debate é a recomendação de que este órgão opere sob a liderança estratégica dos Estados Unidos, refletindo o desejo da empresa em manter os padrões ocidentais de segurança e inovação como a base da regulação mundial frente ao avanço de competidores como a China.

A sugestão da OpenAI surge num momento de crescente preocupação sobre os riscos existenciais e sociais colocados pela IA generativa, como a desinformação em massa e a possível perda de controlo sobre sistemas autónomos. Para a empresa liderada por Sam Altman, um regime de licenciamento internacional e inspeções periódicas em centros de dados de alto desempenho seriam essenciais para evitar uma “corrida armamentista” tecnológica desgovernada. A proposta defende que, ao centralizar o comando nas mãos de uma coligação liderada pelos EUA, seria possível estabelecer protocolos de segurança mais rigorosos, embora críticos argumentem que tal medida possa excluir vozes importantes do Sul Global e consolidar um monopólio tecnológico.

A movimentação da OpenAI é vista como um esforço proativo para influenciar a legislação internacional antes que diferentes nações criem regras fragmentadas. Ao propor um órgão com poder de inspeção e verificação, a empresa procura criar um “cinturão de segurança” para os modelos de inteligência artificial de fronteira (frontier models), que possuem capacidades computacionais sem precedentes. O debate agora segue para as esferas diplomáticas, onde a eficácia de um modelo centralizado de regulação será testada contra a necessidade de uma cooperação global multilateral que envolva diversos blocos económicos e ideológicos.

Fonte: Olhar Digital




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