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Uma das estrelas mais famosas e brilhantes do céu noturno, a supergigante vermelha Betelgeuse, pode não estar sozinha no espaço. Astrônomos identificaram fortes indícios da existência de uma estrela companheira invisível orbitando Betelgeuse — apelidada carinhosamente de “Betelbuddy” pela comunidade científica —, o que pode finalmente explicar as oscilações periódicas de brilho que intrigam os pesquisadores há décadas.
O mistério dos pulsares de brilho
Betelgeuse é conhecida por ser uma estrela variável. Ela apresenta dois ciclos principais de variação de luminosidade: um ciclo curto de cerca de 400 dias (causado por pulsações físicas em sua própria superfície) e um ciclo longo de aproximadamente 2,170 dias (cerca de 6 anos).
Durante muito tempo, cientistas debateram se esse ciclo mais longo era resultado de grandes correntes de convecção de poeira ou de processos internos. No entanto, simulações computacionais e análises teóricas recentes indicaram que a explicação mais plausível é a presença de uma pequena estrela companheira atuando como um “limpador de para-brisa” gravitacional.
O papel da “Betelbuddy” na poeira estelar
Conforme a suposta estrela companheira orbita Betelgeuse, sua força de gravidade abre um caminho através da nuvem densa de poeira e gás que cerca a supergigante vermelha. Essa interação altera a quantidade de luz que chega até a Terra de tempos em tempos:
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Deslocamento de poeira: A passagem da companheira empurra temporariamente a poeira cósmica, permitindo que mais luz de Betelgeuse escape.
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Massa estimada: Os cálculos sugerem que essa parceira oculta deve ter uma massa equivalente a cerca de duas vezes a do nosso Sol — muito menor e mais fraca do que a colossal Betelgeuse (que possui cerca de 16 a 19 massas solares).
Implicações para o futuro de Betelgeuse
A descoberta dessa estrela companheira traz um alívio para os astrônomos que acompanham o ciclo de vida de Betelgeuse. Havia o receio de que as variações extremas de brilho pudessem indicar um colapso iminente do núcleo e uma explosão em supernova a qualquer momento.
Com a confirmação de que o ciclo de 6 anos é causado pela gravidade de outra estrela e não por uma instabilidade interna fatal, os modelos indicam que Betelgeuse ainda deve levar dezenas a centenas de milhares de anos antes de terminar seus dias em uma grande explosão cósmica.
Fonte: g1 / Ciência

