
A ciência alcançou um novo marco na compreensão das origens do Universo ao detalhar a observação da radiação cósmica de fundo em micro-ondas, considerada a luz mais antiga e distante que o ser humano consegue detetar. Emitida cerca de 380 mil anos após o Big Bang, esta “assinatura luminosa” marca o momento em que o Universo arrefeceu o suficiente para permitir que os fotões viajassem livremente pelo espaço, num evento conhecido como recombinação.
Antes disso, o cosmos era um plasma opaco e denso, o que torna esta luz uma espécie de “fotografia de infância” de tudo o que existe, captada por telescópios espaciais de alta precisão que conseguem filtrar o ruído de galáxias e estrelas mais recentes.
A importância desta observação reside na capacidade de mapear as flutuações de temperatura e densidade que deram origem às primeiras estrelas e galáxias. Ao estudar esta radiação, os cientistas conseguem confirmar modelos teóricos sobre a expansão do Universo e a influência da matéria escura na sua evolução. Esta luz, que viajou durante mais de 13 mil milhões de anos até chegar aos nossos sensores, fornece respostas fundamentais sobre a composição química primordial e a velocidade a que o espaço se continua a expandir.
O avanço tecnológico dos novos observatórios permite agora ver estas relíquias cósmicas com uma nitidez sem precedentes, aproximando a humanidade da compreensão absoluta de como tudo começou.
Fonte: G1

