
Os entusiastas da astronomia têm uma excelente oportunidade para contemplar o céu. Um impressionante “corredor de planetas” — frequentemente apelidado de desfile ou alinhamento planetário — está visível no horizonte, reunindo vários corpos celestes do nosso Sistema Solar numa mesma região do céu. Embora as redes sociais muitas vezes propaguem a ideia errada de que os planetas se encontram dispostos numa linha reta perfeita no espaço, a ciência explica que o fenómeno é, na verdade, uma perspetiva puramente visual e geométrica a partir da Terra.
O fenómeno decorre do facto de o Sistema Solar ser estruturalmente “achatado”. Todos os planetas orbitam ao redor do Sol praticamente no mesmo plano cósmico, uma linha imaginária que os astrónomos designam por eclíptica (a mesma faixa do céu onde ocorrem os eclipses e que coincide com as constelações do zodíaco). Como cada planeta se desloca à sua própria velocidade e possui uma órbita única, existem momentos específicos em que, sob a perspetiva de um observador na Terra, vários deles parecem acumular-se e formar um longo corredor luminoso num determinado setor do horizonte.
Para quem deseja usufruir deste espetáculo natural, as principais recomendações técnicas de observação incluem:
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Os planetas visíveis a olho nu: Corpos celestes como Vénus (conhecido pelo seu brilho intenso como um farol), Júpiter, Saturno e Marte podem ser facilmente identificados sem o auxílio de equipamentos, desde que o céu esteja limpo. Para os distinguir das estrelas comuns, basta reparar no brilho: as estrelas cintilam (piscam) devido à interferência da atmosfera, enquanto os planetas emitem uma luz fixa e constante.
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Os planetas invisíveis a olho nu: Planetas mais distantes ou menores, tais como Urano e Netuno, também integram este corredor, mas devido à sua fraca luminosidade e enorme distância da Terra, a sua observação requer obrigatoriamente a utilização de binóculos astronómicos de boa qualidade ou pequenos telescópios. Mercúrio, por estar excessivamente próximo do Sol, é sempre o mais difícil de captar, surgindo apenas por breves minutos muito colado ao horizonte.
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O melhor momento e local: O período ideal para a observação situa-se nos minutos que antecedem o nascer do Sol ou logo após o pôr do Sol, dependendo da configuração exata da órbita atual dos planetas. Recomenda-se procurar um local com baixa poluição luminosa e que ofereça um horizonte totalmente desobstruído — livre de prédios, montanhas ou árvores proeminentes. A utilização de aplicações de astronomia gratuitas para smartphone, como o Stellarium ou o SkyMap, ajuda a calibrar a direção exata do olhar em tempo real.
Fonte: g1

