Cientistas descobrem nova espécie de polvo minúsculo e azul nas águas profundas de Galápagos

As profundezas do oceano que circundam as Ilhas Galápagos, na costa do Equador, revelaram mais um mistério da sua vasta e desconhecida biodiversidade. Uma equipa de investigadores oficializou a descoberta de uma espécie inédita de polvo, batizada cientificamente como Microeledone galapagensis. O pequeno animal impressionou a comunidade científica por apresentar duas características físicas muito marcantes: […]

2 de junho de 2026

As profundezas do oceano que circundam as Ilhas Galápagos, na costa do Equador, revelaram mais um mistério da sua vasta e desconhecida biodiversidade. Uma equipa de investigadores oficializou a descoberta de uma espécie inédita de polvo, batizada cientificamente como Microeledone galapagensis. O pequeno animal impressionou a comunidade científica por apresentar duas características físicas muito marcantes: uma coloração azul vibrante e um tamanho extremamente reduzido, equivalente ao de uma bola de golfe.

A criatura foi localizada a cerca de 1.768 metros de profundidade, num ecossistema marinho do Pacífico tropical que permanece praticamente inacessível à presença humana.

O primeiro avistamento do animal ocorreu por meio de uma câmera acoplada ao submersível operado remotamente (ROV) E/V Nautilus, controlado à distância por investigadores da Fundação Charles Darwin (CDF) e da Direção do Parque Nacional de Galápagos.

No momento da captura de imagens, a equipa não escondeu a surpresa e o entusiasmo com o aspeto “alienígena” e fofo da criatura. Para que o polvo pudesse ser devidamente analisado, um espécime foi recolhido e preservado em álcool e formalina antes de ser enviado para o prestigiado Field Museum, em Chicago, nos Estados Unidos, onde passou por minuciosos exames anatómicos.

A validação do achado como uma nova espécie foi liderada pela cientista Janet Voight, uma das principais especialistas em cefalópodes do mundo. Para investigar os segredos do molusco sem danificar o seu frágil corpo mole, a equipa utilizou uma técnica avançada de raios X para gerar um modelo tridimensional detalhado da anatomia interna e externa do animal, incluindo a análise da sua boca, bico e dentes. O estudo, cujos resultados foram publicados na revista científica Zootaxa, destaca que a descoberta deste pequeno polvo azul reforça a necessidade urgente de proteger os ecossistemas de águas profundas contra ameaças modernas, como a mineração submarina, antes mesmo que a ciência consiga catalogar as extraordinárias formas de vida que lá habitam.

Fonte: g1




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